Displasia coxofemoral em Golden Retriever
Características da doença
A articulação coxofemoral localiza-se no quadril, sendo composta pelo encaixe da cabeça do fêmur na superfície articular, chamada de acetábulo. A estabilidade e saúde dessa articulação dependem do encaixe perfeito entre o fêmur e o acetábulo.
No caso da displasia coxofemoral, ocorre um desequilíbrio no desenvolvimento dessa articulação, que afeta as estruturas envolvidas no processo do movimento, causando um desequilíbrio ou instabilidade. O desgaste da cartilagem, devido ao mau posicionamento, conduz a uma diminuição do espaço articular. Veja imagem ilustrativa abaixo: Dessa forma, ocorre um quadro inflamatório agudo (artrite) que vai progredindo e se tornando crônico, com perda de cartilagem e desgaste do osso, o que leva ao desenvolvimento de uma artrose.
Em relação aos sinais clínicos, depende do grau da doença, mas em geral observamos o animal mancando ou com o andar “endurecido”, com o dorso (costas) arqueado, além de uma rotação lateral das pernas (parece que está abrindo as pernas). Geralmente o animal levanta com dificuldade e cansa muito rápido em passeios. Alguns casos graves impossibilitam até de o animal se levantar e defecar ou urinar corretamente.
Fator genético e ambiental
As raças grandes, em especial Labrador, Golden Retriever, Pastor Alemão e Bernese são as mais acometidas pela doença, pois neles há um fator genético envolvido que pode passar dos pais para os filhos. Apesar disso, não é esse fator genético que irá influenciar no agravamento da displasia diretamente. Fatores ambientais que propiciem traumas (piso muito liso), obesidade, idade avançada, má alimentação, e falta de tratamento adequado são as condições que contribuem para esse constante desgaste das articulações.
O grau da displasia só poderá ser avaliado pelo médico veterinário, que utilizará uma classificação específica da doença para determinar a evolução do desgaste e a gravidade do caso. O uso de exames complementares, como raio X e ressonância magnética são fundamentais para esse diagnóstico e classificação do grau da displasia coxofemoral. De acordo com censo da UNESP de cães radiografados num período de 8 anos, as duas raças mais diagnosticadas com a displasia foram o Rottweiler, em primeiro lugar, e o Pastor alemão, em segundo, correspondendo respectivamente a 28,19% e 19,69% de todos os 259 cães diagnosticados neste período.
O grau da displasia só poderá ser avaliado pelo médico veterinário, que utilizará uma classificação específica da doença para determinar a evolução do desgaste e a gravidade do caso. O uso de exames complementares, como raio X e ressonância magnética são fundamentais para esse diagnóstico e classificação do grau da displasia coxofemoral. De acordo com censo da UNESP de cães radiografados num período de 8 anos, as duas raças mais diagnosticadas com a displasia foram o Rottweiler, em primeiro lugar, e o Pastor alemão, em segundo, correspondendo respectivamente a 28,19% e 19,69% de todos os 259 cães diagnosticados neste período.
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